quinta-feira, 3 de março de 2011

Só uma noite...

Uma noite só, nada mais. Não vai ser preciso desarrumar a mala, nem guardar as roupas como de costume. A cama vai ser usada só uma vez, por mim, outros virão amanhã mesmo. Um único banho quente. Os canais da TV por uma noite. É o lugar de sempre, onde já estou acostumado a chegar, a falar com com as pessoas, a ser tratado pelo primeiro nome. Já faz uns bons anos que é assim. Estranha sensação, não vai dar tempo de enjoar, nem de reclamar da saudade de casa, mas também não haverá conversas antes de subir pro quarto... nada, só chegada e despedida.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Sobre família

Não lembro de todos os detalhes da minha infância, mas descobri que ainda tenho muitos na cachola. Constatei isso devido a um livro que meu tio Zé escreveu, A serra e o rio. Acho que sou muito sortudo de ter um tio que registrou várias histórias dele e da minha família. É um prazer enorme ler boas histórias e conhecer, pessoalmente, muitos dos personagens. Tenho uma família grande e por muitos anos nos encontrávamos (e ainda continuamos) na casa dos meus avós. São eles, avô e avó, 90 e 89 anos respectivamente, que fazem com que laços familiares se mantenham fortes. O que me deixa preocupado pois não sei como será depois deles. Onde serão reforçados esses laços? Eu por muito tempo dizia que família era pai, mãe e irmãos, somente. Eu estava errado, existem mais que isso. Hoje me considero com sorte de também ter minhas histórias de família, avó, avô, tios, tias, primos, primas de vários graus, irmã, pai e mãe, que com seus defeitos e virtudes me enchem de orgulho e saudade.

Vó, Vô e irmã (num desses anos atrás)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

A maldição de Karán

Pérolas do Fred.

Fred estava me explicando hoje porque a mais de vinte anos não olhava pra nenhuma mulher que não fosse sua esposa. O problema, segundo ele, era a maldição de Karán (algo meio árabe, pra dar um floreado, também segundo ele). Uma vez ele tentou "pular a cerca" e antes que ele fizesse qualquer coisa sua mulher já sabia das suas intenções e quebrou o pau nele. Passados todos esses anos sua esposa lembra de seu deslize como se fosse hoje.... Segue a maldição.

Um boi e um vaca apaixonados passaram anos se olhando tendo um cerca de arame farpado entre eles. Não aguentando mais aqueles anos de sofrimento o boi resolve saltar a cerca. Feito isso ele se aproxima de vaca e diz:

- Olá, como é seu nome?
- Oi, eu sou Florisbela, mas pode me chamar de Flor pois o bela já foi-se com os anos. E você, como se chama?
- Karambola, mas pode de chamar de Karán, pois as bolas ficaram na cerca.

Ah, não acho graça, né? Se você conhecesse o Fred estaria morrendo de rir.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Nós somos a soma das nossas decisões

Ôpa! Tá chegando o fim de ano, fatalmente pra maioria rola aquelas reflexões sobre o ano que passou e resoluções para o novo ano, nesse clima  recebi a um e-mail com um texto atribuído ao Woody Allen, enfim, achei bacana e reproduzo aqui.

“Nós somos a soma das nossas decisões.” (Woody Allen)

A gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso.
Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção, estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar “minha vida”.
Não é tarefa fácil...
No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião.
Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura...
No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances.
Até que chega um momento em que é preciso escolher entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou manter um relacionamento com direito a casa própria, orçamento domésticos e responsabilidades...
As duas opões têm seus prós e contras:

Viver sem laços ... e viver com laços.
Escolha: beber até cair ou virar vegetariano e budista?
Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.
Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses: ser casados de segunda à sexta e solteiros nos finais de semana. Ter filhos quando se está bem disposto e não tê-los quando se está cansado.

Por isso é tão importante o auto conhecimento...

Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos.

Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas tem que refletir o que a gente é.
Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre.
Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido.
A estrada é longa e o tempo é curto.
Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as consequências destas ações.
Lembre-se: suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de darem errado, portanto... A escolha é sua...!

Arrisque...!!!
Vale a pena...!!!

Texto enviado pelo Walbert.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Linhas e estilos de Aikido, qual seguir?

Sobre os vários "estilos" de Aikido, mesmo aqueles considerados mais antigos e importantes, como o Tomiki Aikido, Shin Shin toitsu e Yoshinkan Aikido, existem várias histórias, algumas contraditórias, deixando no ar uma certa impressão de que algo ficou esquecido no tempo, ou mesmo foi contado de forma diferente do que realmente aconteceu. Deixe-me explicar usando como o exemplo o Tomiki Aikido. Segundo o sítio do Tomiki Aikido of America, o fundador desse estilo foi Kenji Tomiki, era um dos melhores judocas Kodokan e foi mandando pessoalmente pelo mestre Jigoro Kano para treinar com o sensei Mohirei Ueshiba. Durante uma década ele treinou diretamente com o fundador do Aikido, recebendo o Menkyo (algo com proficiência na arte, professor). Mais tarde, após a implantação dos "dans" na Aikikai, ele recebeu o 8º dan. Ele resolveu aplicar a metodologia do Judo no Aikido e com isso saiu da Aikikai fundando o Shodokan Aikido.
Essa é a história conhecida e amplamente divulgada, porém existem as que contam nas coxias. Dizem que os dois discípulos enviados pelo mestre Jigoro Kano foram Minoru Mochizuki e Jiro Takeda. A citação de que Tomiki sensei foi enviado do kodokan é uma versão distorcida feita por alguns kohais da Aikikai na intenção de desmerecê-lo, pois ele era o mais antigo e mais graduado aluno do Ueshiba sensei, junto com Gozo Shioda. Após a morte do fundador do Aikido, surgiram alguns problemas com entre eles e o 1º doshu, Kishomaru Ueshiba, principalmente na forma de executar as técnicas, é só reparar nos vídeos existentes que a técnica deles era mais parecida com a que o sensei Morihei Ueshiba praticava. As mudanças ocorreram pelos sucessores na Aikikai. Após a saída deles, existiu uma tentativa de que fosse retirado o nome Aikido de qualquer estilo que não fosse Aikikai, porém sem sucesso pois os antigos alunos não aceitavam que praticavam algo diferente do que o Aikido que aprenderam com o fundador. Sim, Tomiki sensei desenvolveu uma forma de competição, mas os treinos regulares ainda seguem a mesma mecânica do original.
O que aconteceu de fato fica meio que no ar, exitem várias publicações em português e inglês que nos ajudam a entender a história, mas contam o que alguém ouviu ou presenciou e suas impressões, podendo ou não ser a verdade absoluta. Eu acredito que o importante é não tomar partido na história e gritar ao vento que seu estilo é o original, por isso melhor. A beleza do Aikido está na descoberta do que ele significa para você mesmo, e isso é maior do que as organizações. Claro que ter boas referências conta, mas existem várias atualmente e seguir uma ou outra é uma opção válida e devemos respeitar a decisão de cada um.