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terça-feira, 19 de julho de 2011

Estatísticas sobre praticantes de Aikido


Analisando a lista de praticantes reconhecidos internacionalmente no site da Brazil Aikikai cheguei aos seguintes números aproximados:

37% dos praticantes são 5º kyu (amarela)
24% são 4º Kyu (Roxa)
16% são 3º Kyu (Verde)
9% são 2º Kyu (Azul)
6% são 1º Kyu (Marron)
4% são Shodan
3% são Nidan, Sandan ou Yondan.

Se extrapolarmos esses números, podemos chegar na idéia em que 65% dos Amarelas passam pra Roxa, que desses 67% passam para verde. Da verde para a azul apenas 57%, da azul para marron 70% e dos marrons para shodan 61%. Isso confirma aquela teoria que na verde ocorre o maior número de desistências. Quem passa dessa fase parece conseguir ir mais longe.

Os primeiros registros de exames são de 2003, porém são raros os que possuem histórico completo na lista. Mas ainda sim dá pra ver algumas coisas interessantes.
A média de tempo que um aluno do Sudeste avança no Aikido até a preta é aproximadamente 3,5 à 4 anos. Já aqui no nordeste sobe para em média 6 à 8 anos, a diferença de tempo ocorre principalmente nos kyu iniciais. Da marron pra preta praticamente todos com histórico no site fizeram exame em 1 ou 2 anos. Existem prodígios que passaram da Azul para Shodan num mesmo ano ou de Shodan a Nidan em 1 ano, mas é coisa rarríssima.

Posso inferir então que se 12 alunos começaram a treinar juntos provavelmente 2 chegariam a Shodan numa mesma época.

Esses números tem vários furos, como nomes repetidos por Kyu, falta de históricos de alguns, mais de 1 exame para um mesmo kyu... enfim, não é uma lista saneada, pois acredito que não exista para esse fim. Por isso esses dados servem apenas por curiosidade. Porém posso concluir que treinar e passar por todas as fases no Aikido, além de prazeroso é uma tarefa para poucos. É equivalente a uma universidade, onde a seleção acontece naturalmente e não necessariamente nos exames. Mesmo sabendo que a faixa não transforma o homem, a mudança de graduação serve como um marco para aquele que perseverou nos treinamentos.

Bons treinos a todos!

terça-feira, 17 de maio de 2011

A figura do sensei

Não é difícil encontrar uma organização de Aikido onde o sensei se comporta como uma espécie de senhor feudal. Inclusive existem lugares em que essa filosofia é pregada literalmente, onde devemos ter uma obdiência cega ao camarada que lá se chama sensei. Na verdade não é exatamente isso que me incomoda e sim quando seus mandos e desmandos passa para vida pessoal, como se o fato de ser o sensei lhe desse total e completa autorização à todo conhecimento disponível no universo. Lendo o blog do Pinto Karate Dojo, vi um texto do Tiago Frosi chamado "Obediência cega ao sensei" que ajuda a esclarecer muita coisa, citando a antropóloga Ruth Benedict e seu livro "O Crisântemos e a Espada". Um trecho chama a atenção que transcrevo aqui: "...os estudantes prestam total obediência e lealdade ao professor, estão honrando assim a dívida que contraíram do Sensei. Por sua vez, o professor age com muita cordialidade e centramento, honrando assim a dedicação de seus estudantes ou subordinados. há uma exceção, quando o professor ou chefe age com rispidez ou violência, ou outro comportamento amoral que denigra a integridade (física, moral ou psicológica) de seus subordinados, estes estão livres de seu compromisso e, culturalmente, autorizados à vingança para honrar a dívida que tem com o próprio nome”. O texto completo é muito bom e vale a pena dar uma lida.
Importa saber que é preciso ter respeito e reconhecer o seu sensei como alguém importante. Que além da técnica ele tenha caráter, pois como escreveu Anotele France, "Sem caráter, nada vale o espírito".

O-sensei Mohirei Ueshiba

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Linhas e estilos de Aikido, qual seguir?

Sobre os vários "estilos" de Aikido, mesmo aqueles considerados mais antigos e importantes, como o Tomiki Aikido, Shin Shin toitsu e Yoshinkan Aikido, existem várias histórias, algumas contraditórias, deixando no ar uma certa impressão de que algo ficou esquecido no tempo, ou mesmo foi contado de forma diferente do que realmente aconteceu. Deixe-me explicar usando como o exemplo o Tomiki Aikido. Segundo o sítio do Tomiki Aikido of America, o fundador desse estilo foi Kenji Tomiki, era um dos melhores judocas Kodokan e foi mandando pessoalmente pelo mestre Jigoro Kano para treinar com o sensei Mohirei Ueshiba. Durante uma década ele treinou diretamente com o fundador do Aikido, recebendo o Menkyo (algo com proficiência na arte, professor). Mais tarde, após a implantação dos "dans" na Aikikai, ele recebeu o 8º dan. Ele resolveu aplicar a metodologia do Judo no Aikido e com isso saiu da Aikikai fundando o Shodokan Aikido.
Essa é a história conhecida e amplamente divulgada, porém existem as que contam nas coxias. Dizem que os dois discípulos enviados pelo mestre Jigoro Kano foram Minoru Mochizuki e Jiro Takeda. A citação de que Tomiki sensei foi enviado do kodokan é uma versão distorcida feita por alguns kohais da Aikikai na intenção de desmerecê-lo, pois ele era o mais antigo e mais graduado aluno do Ueshiba sensei, junto com Gozo Shioda. Após a morte do fundador do Aikido, surgiram alguns problemas com entre eles e o 1º doshu, Kishomaru Ueshiba, principalmente na forma de executar as técnicas, é só reparar nos vídeos existentes que a técnica deles era mais parecida com a que o sensei Morihei Ueshiba praticava. As mudanças ocorreram pelos sucessores na Aikikai. Após a saída deles, existiu uma tentativa de que fosse retirado o nome Aikido de qualquer estilo que não fosse Aikikai, porém sem sucesso pois os antigos alunos não aceitavam que praticavam algo diferente do que o Aikido que aprenderam com o fundador. Sim, Tomiki sensei desenvolveu uma forma de competição, mas os treinos regulares ainda seguem a mesma mecânica do original.
O que aconteceu de fato fica meio que no ar, exitem várias publicações em português e inglês que nos ajudam a entender a história, mas contam o que alguém ouviu ou presenciou e suas impressões, podendo ou não ser a verdade absoluta. Eu acredito que o importante é não tomar partido na história e gritar ao vento que seu estilo é o original, por isso melhor. A beleza do Aikido está na descoberta do que ele significa para você mesmo, e isso é maior do que as organizações. Claro que ter boas referências conta, mas existem várias atualmente e seguir uma ou outra é uma opção válida e devemos respeitar a decisão de cada um.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

OSS?

OSS! É uma expressão que ouvimos comumente nas artes marciais japonesas, e só apareceu pra mim a pouco mais de um ano quando comecei a praticar Judo. No Aikido aqui no Brasil me parece que não acontece como em outros países, pois nesses quase 4 anos de treino, seminários e encontros de Aikido, não ví sequer um praticante falando, mas sei que existem escolas por aí que usam.
Mas o que seria isso? Qual a origem?
Andei pesquisando e cheguei a conclusão que a origem é incerta. O que existem são teorias apenas.

A primeira é sobre um cumprimento que os japoneses fazem quando encontram alguém na rua. Eles falavam algo como "Ohayo gozaimasu", que significa, de forma bem polida "é cedo", uma espécie de "bom dia". Percebeu-se que atletas, durante a atividade esportiva, como corrida por exemplo, não utilizavam toda a expressão e respondiam com um "Ohayossu!", "Ohayoosu!", "Oosu" ou "Oss", uma contração da frase  original. Entretanto, essa forma é considerada rude, masculina e deve ser utilizada com colegas de treino (não com o professor ou sensei) e pessoas em atividades geralmente esportivas. Seria como um "E aí!" em português.

Outra teoria tem haver com os dois kanji que formam o ideograma "Oss". O primeiro (Osu)  significa empurrar, pressionar, promover. O segundo (Shinobu) significa resistir, aguentar ou ocultar, esconder.
Isso pode criar vários significados, como "perseverar em condições difíceis" (o que caberia bem com a filosofia e história do Karatê) ou "esforçar-se sem mostrar", algo que pode se vê em alguns japoneses quando treinam, suas fisionomias não mudam mesmo em grandes esforços. Existe um texto do Sensei Okuda do Karatê que fala sobre o uso da expressão pelos lutadores da Marinha Imperial japonesa, o que reforça essa teoria.
  
Kanji "Oss" ou "Osu"

Por último, encontrei como uma contração de "Onegaishimasu", que é uma forma educada de dizer "por favor" e as vezes "desculpe".

Eu particularmente não utilizo muito o "Oss", apenas nas aulas (cada vez mais raras) de judo, já que no Aikido é comum o uso do "Onegaishimasu".

No aikido sempre se começa com "Onegaishimasu"

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Eventos de Aikido - Setembro e Outubro de 2010

Nos últimos dias aconteceram dois eventos da Confederação Brasileira de Aikido - Brazil Aikikai que considero importantes pra região. Primeiro foi o Encontro Técnico de Aikido em Aracaju, realizado pela Associação Sergipana de Aikido -ASAIK nos dias 25 e 26 de Setembro de 2010, com a presença do Shidoin Alexandre Bull. O segundo foi o Seminário Integral de Aikido, realizado pela Associação Mushin de Aikido da Bahia, nos dias 08, 09 e 10 de Outubro em Salvador, ministrado pelo Shihan Wagner Bull.
Apesar de serem eventos da mesma Confederação e conduzidos por senseis da mesma linha, escola (Takemussu) e família (filho e pai), os eventos aconteceram de forma distintas. No primeiro, o Shidoin Alexandre enfatizou a melhor maneira de se fazer as técnicas, corrigindo o detalhe, mostrando a forma. Nesse evento foi possível ver o refino do movimento, e a cada demonstração as coisas faziam sentido. Quem foi não se arrependeu, foi muito bom. 
Já o do Shihan Wagner a coisa é um pouco diferente. Ele te mostra coisas que são difíceis de entender, como uso do ki, por exemplo. Nesse evento você fica realmente se sentido que não sabe nada da arte e que o caminho e muito mais longo do que se pensa, é uma dose grande de realidade. Pra mim é sempre muito bom vê-lo em ação, vale muito a pena.
Enfim, fico feliz em poder ter ido para os dois, agora tenho muito mais o que treinar.

Seminário Integral da Associação Mushin de Aikido - Salvador-BA

Encontro Técnico da Associação Sergipana de Aikido - Aracaju-SE

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Encontro Técnico de Aikido em Aracaju - 25 e 26/09/10

Nos próximos dias 25 e 26 de setembro de 2010 acontecerá aqui em Aracaju, na academia AKAGI, um Encontro Técnico de Aikido organizado pela Associação Sergipana de Aikido - ASAIK, sob a coordenação do Sensei Valdenberg Araújo (3º dan, Aikikai), aluno do Shihan Wagner Bull (6º dan, Aikikai) e patrocionado pela Confederação Brasileira de Aikido - Brazil Aikikai.
O encontro será conduzido pelo Shidoin Alexandre Bull (4º dan, Aikikai), e será uma ótima oportunidade para desfrutar de um Aikido de alto nível. Já participei de eventos com sua presença e confesso que fiquei impressionado com sua capacidade atlética e nível técnico. Vale muito a pena o investimento.
Mais dados:
Alexandre Sallum Bull, nascido em 1982, é médico formado pela USP, pratica Aikido desde os 3 anos de idade. Foi ushi deshi (aluno interno) no New York Aikikai e no Aikikai Hombu Dojo em Tokyo. Treinou com vários alunos diretos do fundador em seminários e cursos. Foi o primeiro aluno do Instituto Takemussu. Atualmente possui o 4º dan e tem o título de Shidoin (professor) em Takemussu Aiki. É filho do Shihan Wagner Bull e supervisiona o treino dos iniciantes no Instituto Takemussu. Também tem seu próprio Dojo no Centro Acadêmico da Faculdade de Medicina Pinheiros onde se formou, próximo ao Metro das Clínicas.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Aula Goshin-Jutsu

Semana passada tivemos no nosso dojo da ASAIK, a visíta do Sensei Sandes 7º Dan de Karate Shorin-Ryu e também praticante de Judo (Não sei sua graduação nesse). A convite de sensei Valdenberg ele nos deu uma aula de defesa pessoal baseado no Goshin-Jutsu, uma espécie de combate sem armas derivado do Ju-Jutsu. Inclusive existe um Kata no Judo chamado Kodokan Goshin Jutsu criado em 1956, que incopora várias técnicas de Aikido devido a influência do Mestre Kenji Tomiki - 8º Dan de Aikido Aikikai, aluno do fundador que posteriormente saiu da Aikikai e fundou seu próprio estilo, o Shodokan Aikido (Tomiki Aikido). Voltando a aula, vimos chaves de braço e cotovelos (katame waza), quedas típicas do judo (nage waza), além de várias saídas para esses mesmas chaves. O que eu achei mais interessante é que o que foi mostrado não é muito diferente do Judo que treino, porém sempre tinha um algo a mais que certamente seria proibido em competições. Por exemplo, ele nos mostrou uma saída fácil caso houvesse um boqueio a aplicação de um seoi nage e você ficasse de costas para o uke. Vimos algumas defesas de facas parecidas com a que vemos no Aikido, bastante fortes, mas confesso que ficam parecendo grosseiras quando comparadas com as de Aikido. Eu gostei bastante da aula, no final ficou claro que o Goshin-Jutsu tem sim eficácia para a defesa pessoal, podendo até ser bastante traumático. Mas não é algo que se treina por  aqui  em Aracaju, ficando restrito a alguns poucos professores de Judo da velha guarda, não preocupados com resultados em competições, mas sim com a preservação da arte no seu estado original.

quinta-feira, 11 de março de 2010

As graduações no Aikido e Judo

No japão, país da paciência, um aluno não precisa tortura-se na conquista dos graus. Não existe valor "parcial" a não ser após a faixa preta. Na França, país da corrida contra o relógio, revelou-se importante dividir o período que precede a conquista da faixa preta, para muitos o equivalente a uma grande vitória. Quando, na prática, é a partir do primeiro grau da faixa preta que começa realmente o verdadeiro aprendizado, o início da compreenção das reais bases do Aikido e do Judo. Na França, a forma de divisão (nos graus preliminares) que deu bons resultados no Judo, foi escolhida para o Aikido. Chamamos esses graus preliminares de "pequenos sucessos" de encorajamento indispensáveis ao temperamento ocidental. A partir da faixa preta, chamamos de Dan no Japão, há valores que recebem denominações indicativas do nível conquistado pelo discípulo. 

Há cinco estágios de faixa preta.

1º Estágio - 1º Dan - Shodan (quer dizer "primeiro grau") é conhecido por SHO-MOKUROKU que significa "Aquele que conhece a técnica (reconhecido como tal)" e é concedido pelo Mestre quando julga o discípulo competente tecnicamente;
2º Estágio - 2º Dan - Nidan e 3º Dan - Sandan, são conhecidos por JO-MOKUROKU significando "(assistente) estudo sério superior" e é concedido pelo Mestre quando julga o discípulo capaz de obter este nível (No Aikido o 2º e 3º Dan podem receber do Mestre o título de Fukushidoin (Assistente do professor/Instrutor) de uma escola);
3º Estágio - 4º Dan - Yodan e 5º Dan - Godan, recebem a denominação de HON-MOKUROKU ou seja "aquele que está segurando o verdadeiro conhecimento (principal/cabeça). (No Aikido, a partir desse estágio pode-se concorrer ao título de Shidoin (professor) de uma escola) A partir desse momento o discípulo solicita a graduação ao Mestre, quando este julga o trabalho mental do discípulo face ao seu orgulho (ego) e capacidade de auto-jugamento. O Mestre jamais oferece qualquer explicação ao discípulo que aguardará com paciência (às vezes por um longo tempo) a investidura do
4º Estágio - 6º Dan - Rokudan e 7º Dan - Nanadan, significa MEKYO (utilizado nas antigas artes do Jujutsu e Aikijutsu), que quer dizer "que obteve a maestria" (No Aikido concorre ao título de SHIHAN (Mestre modelo) outorgado para uma escola pelo HOMBU DOJO);
a partir desta graduação,
5º Estágio - o discípulo pode conceder graus no lugar do seu Mestre; torna-se KAIDEN (iniciador), ou seja, quando mestre já lhe "concedeu tudo" e quando ele e o discípulo formam um.

O importante não é obter graus ou vitórias, mas sim continuar a trabalhar e a atingir os níveis de maneira a abrir novas portas, cada vez mais numerosas, de técnica pura até que surja a "própria trilha" ou "seu caminho" levando para além da conquista material. com o trabalho contínuo surge o dia em que atrevessamos o limite sem nos percebermos.
Contudo, é necessário esquecer o tempo e os graus. Sobretudo "amansar" o ego, geralmente inflado entre boa parte dos faixa preta.

(Traduzido e adaptado por Leo Reisler Sensei de um texto de Tadashi Abe Sensei. Alguns comentários em parênteses foram acrescentados por mim)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Um breve histórico do Aikido em Aracaju

O Aikido apareceu no início da década de 90 em Aracaju, com o professor Valdenberg Araújo. Já tinha praticado Karatê e quando foi fazer um mestrado em matemática em São Paulo, resolveu voltar a treinar. Procurou uma academia que também tinha aulas de Aikido, ele viu uma aula e resolveu praticar. Durante os anos que morou lá, revesava as aulas na universidade com os treinos no dojo supervisionado pelo sensei Severino Sales (presidente da FEBRAI).

Quando retornou à Aracaju, ainda faixa azul, resolveu montar um grupo, ligado a FEBRAI e com a orientação do Sensei Severino Sales. No começo dos anos 2000 o professor Valdenberg resolveu desfiliar-se da FEBRAI, já existiam vários graduados, e a alguns deles resolveram ficar, seguindo o sensei Valdenberg foi também seu mais fiel aluno, prof. Antonio Mendonça, que juntos solicitaram a orientação do Shihan Wagner Bull e filiaram-se a Confederação Brasileira de Aikido - Brazil Aikikai, criando a Associação Sergipana de Aikido.

Paralelamente, chegava a cidade em 2000, vindo de Recife, o instrutor Luciano Larré, na época "cinto verde", filiado a Tenchi Internacional do Hanshi Georges Stobbaerts - Hachidan BNK em Aikido, grupo não filiado a Fundação Aikikai - Hombu Dojo do Japão. Ele funda a Tenchi Internacional Sergipe.

Em 2006 o grupo da FEBRAI é novamente dividido. Recem desfiliados da Federação, o instrutor Josemar Dias junto com Tiago Santana (na época faixa marron) e mais outro aluno, foram à São Paulo solicitar a filiação ao Instituto Maruyama de Aikido, do sensei Roberto Maruyama (atual presidente da Confederação Brasileira da Aikido). A partir daí mais um grupo se forma, o Instituto Makoto de Aikido. No ano seguinte é a vez do Tiago Santana sair do Instituto Makoto e fundar a Escola de Aikido de Sergipe, existindo atualmente duas escolas supervisionadas pelo sensei Maruyama em Aracaju.

Em 2008, um aluno 2º Kyu, Felipe, do professor Paulus Tertius de Maceió, ligado ao Sensei Larry Reynosa dos Estados Unidos (antigo aluno de Steven Seagal) começa a dar aulas na cidade.

No final 2009 é a vez do aluno do professor Coutinho de Maceió, ligado ao Sensei Wagner Bull, Manoel Bisneto (1º Kyu) montar seu grupo.

Para uma cidade de 570.000 habitantes (segundo o Wikipédia), a quantidade de grupos de aikido é bem grande. Alguns são mais isolados e "não se misturam", outros são mais abertos. Finalmente temos representante de várias instituições aqui, cada uma com seus mestres e suas regras é só escolher e treinar.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Aikido e Judo em Aracaju

Pra quem interessar por artes marciais em Aracaju, minhas sujestões são (afinal, são meus locais de treino):

AIKIDO
Academia Physicall Center
Rua Benjamin Fontes, 495
telefone: (79) 9988.3093 (Sensei Antonio)
Sensei Valdenberg Araújo - Sandan (3º Dan) Brazil Aikikai
Terça e quinta às 19hs, sexta às 20hs.
Quarta e sexta às 6:15 da manhã.

JUDO
Associação Marcos Andrade de Judo
Rua Tatiana Castro, 2401, Conjunto Cidade dos Funcionários, Grageru
Telefone: (79) 9902 1660
Sensei Marcos Andrade - Yondan (4º Dan) Liga Sergipana de Judo
Segunda a quinta às 19hs

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Dai Nikyo

Mudei de grupo de aikido, na verdade voltei para o grupo onde eu tinha começado a treinar em 2007. Treinei um pouco mais de um ano no grupo anterior, aliás era um execelente grupo. Mas tive que voltar, afinal, agora estou mais feliz. O grande problema agora é a minha adaptação a forma e as técnicas. O kihon de exame é maior e mais detalhes são exigidos. Como o Cérebro e o Pink, voltei a prancheta, aos velhos vídeos de Aikido, as explicações de Yamada sensei, Tissier sensei, Saito sensei e do atual Doshu, aos livros de Kishomaru, Moriteru e Wagner Bull. Dediquei umas horinhas pra estudar Nikyo, segue o resumo do que vi.

Dai Nikyo (Ni = dois, Kyo = Pincípio. O Dai dá a idéia da sequência. Ex.: Dai ni = 2º, Dai san = 3º, etc), o segundo princípio básico de imobilização ou katame waza. Até os anos 70 era chamado do seu nome original - kote mawashi - que significa algo como pressão com giro no pulso.
Para se obter um nikyo o pulso é pressionado e girado para baixo, junto com o braço o pulso acaba formando um "Z". Na forma urá é importante "prender" junto ao corpo o indicador e o polegar do uke. Deve usar todo o corpo para executar a pressão.



E nunca deve-se esquecer para qualquer técnica:

1 - Deve-se sempre ter um kamae (postura) forte;
2- Entrar no suki (abertura) do uke, um atemi sempre vai bem;
3 - Obter o kusushi (desequilibrio) do uke utilizando kokyo;
4 - Aplicar a técnica sem deixar suki para o uke.


Se eu encontrar algo novo eu publico aqui.