"Os bons vi sempre passar
no mundo graves tormentos
E para mais me espantar
os maus vi sempre nadar
Em um mar de contentamentos
Tentando alcançar assim
o bem tal mal ordenado
fui mal, mas fui castigado
e assim que só para mim anda o mundo consertado"
...é Camões, tamo junto parceiro.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Aniversário de Paulo Afonso e do Perú
Ontem foi o aniversário da minha cidade natal, Paulo Afonso-BA, também foi a data onde se comemora a independência do Perú, país que gosto muito e tenho uma relação de carinho pelo povo de lá.
Coincidentemente as cores da bandeira de Paulo Afonso são as mesmas do Perú e se você tiver (muita) boa vontade vai achar semelhanças no brasão. Vejam só:
terça-feira, 19 de julho de 2011
Estatísticas sobre praticantes de Aikido
Analisando a lista de praticantes reconhecidos internacionalmente no site da Brazil Aikikai cheguei aos seguintes números aproximados:
37% dos praticantes são 5º kyu (amarela)
24% são 4º Kyu (Roxa)
16% são 3º Kyu (Verde)
9% são 2º Kyu (Azul)
6% são 1º Kyu (Marron)
4% são Shodan
3% são Nidan, Sandan ou Yondan.
Se extrapolarmos esses números, podemos chegar na idéia em que 65% dos Amarelas passam pra Roxa, que desses 67% passam para verde. Da verde para a azul apenas 57%, da azul para marron 70% e dos marrons para shodan 61%. Isso confirma aquela teoria que na verde ocorre o maior número de desistências. Quem passa dessa fase parece conseguir ir mais longe.
Os primeiros registros de exames são de 2003, porém são raros os que possuem histórico completo na lista. Mas ainda sim dá pra ver algumas coisas interessantes.
A média de tempo que um aluno do Sudeste avança no Aikido até a preta é aproximadamente 3,5 à 4 anos. Já aqui no nordeste sobe para em média 6 à 8 anos, a diferença de tempo ocorre principalmente nos kyu iniciais. Da marron pra preta praticamente todos com histórico no site fizeram exame em 1 ou 2 anos. Existem prodígios que passaram da Azul para Shodan num mesmo ano ou de Shodan a Nidan em 1 ano, mas é coisa rarríssima.
Posso inferir então que se 12 alunos começaram a treinar juntos provavelmente 2 chegariam a Shodan numa mesma época.
Esses números tem vários furos, como nomes repetidos por Kyu, falta de históricos de alguns, mais de 1 exame para um mesmo kyu... enfim, não é uma lista saneada, pois acredito que não exista para esse fim. Por isso esses dados servem apenas por curiosidade. Porém posso concluir que treinar e passar por todas as fases no Aikido, além de prazeroso é uma tarefa para poucos. É equivalente a uma universidade, onde a seleção acontece naturalmente e não necessariamente nos exames. Mesmo sabendo que a faixa não transforma o homem, a mudança de graduação serve como um marco para aquele que perseverou nos treinamentos.
Bons treinos a todos!
37% dos praticantes são 5º kyu (amarela)
24% são 4º Kyu (Roxa)
16% são 3º Kyu (Verde)
9% são 2º Kyu (Azul)
6% são 1º Kyu (Marron)
4% são Shodan
3% são Nidan, Sandan ou Yondan.
Se extrapolarmos esses números, podemos chegar na idéia em que 65% dos Amarelas passam pra Roxa, que desses 67% passam para verde. Da verde para a azul apenas 57%, da azul para marron 70% e dos marrons para shodan 61%. Isso confirma aquela teoria que na verde ocorre o maior número de desistências. Quem passa dessa fase parece conseguir ir mais longe.
Os primeiros registros de exames são de 2003, porém são raros os que possuem histórico completo na lista. Mas ainda sim dá pra ver algumas coisas interessantes.
A média de tempo que um aluno do Sudeste avança no Aikido até a preta é aproximadamente 3,5 à 4 anos. Já aqui no nordeste sobe para em média 6 à 8 anos, a diferença de tempo ocorre principalmente nos kyu iniciais. Da marron pra preta praticamente todos com histórico no site fizeram exame em 1 ou 2 anos. Existem prodígios que passaram da Azul para Shodan num mesmo ano ou de Shodan a Nidan em 1 ano, mas é coisa rarríssima.
Posso inferir então que se 12 alunos começaram a treinar juntos provavelmente 2 chegariam a Shodan numa mesma época.
Esses números tem vários furos, como nomes repetidos por Kyu, falta de históricos de alguns, mais de 1 exame para um mesmo kyu... enfim, não é uma lista saneada, pois acredito que não exista para esse fim. Por isso esses dados servem apenas por curiosidade. Porém posso concluir que treinar e passar por todas as fases no Aikido, além de prazeroso é uma tarefa para poucos. É equivalente a uma universidade, onde a seleção acontece naturalmente e não necessariamente nos exames. Mesmo sabendo que a faixa não transforma o homem, a mudança de graduação serve como um marco para aquele que perseverou nos treinamentos.
Bons treinos a todos!
terça-feira, 17 de maio de 2011
A figura do sensei
Não é difícil encontrar uma organização de Aikido onde o sensei se comporta como uma espécie de senhor feudal. Inclusive existem lugares em que essa filosofia é pregada literalmente, onde devemos ter uma obdiência cega ao camarada que lá se chama sensei. Na verdade não é exatamente isso que me incomoda e sim quando seus mandos e desmandos passa para vida pessoal, como se o fato de ser o sensei lhe desse total e completa autorização à todo conhecimento disponível no universo. Lendo o blog do Pinto Karate Dojo, vi um texto do Tiago Frosi chamado "Obediência cega ao sensei" que ajuda a esclarecer muita coisa, citando a antropóloga Ruth Benedict e seu livro "O Crisântemos e a Espada". Um trecho chama a atenção que transcrevo aqui: "...os estudantes prestam total obediência e lealdade ao professor, estão honrando assim a dívida que contraíram do Sensei. Por sua vez, o professor age com muita cordialidade e centramento, honrando assim a dedicação de seus estudantes ou subordinados. há uma exceção, quando o professor ou chefe age com rispidez ou violência, ou outro comportamento amoral que denigra a integridade (física, moral ou psicológica) de seus subordinados, estes estão livres de seu compromisso e, culturalmente, autorizados à vingança para honrar a dívida que tem com o próprio nome”. O texto completo é muito bom e vale a pena dar uma lida.
Importa saber que é preciso ter respeito e reconhecer o seu sensei como alguém importante. Que além da técnica ele tenha caráter, pois como escreveu Anotele France, "Sem caráter, nada vale o espírito".
O-sensei Mohirei Ueshiba
quinta-feira, 3 de março de 2011
Só uma noite...
Uma noite só, nada mais. Não vai ser preciso desarrumar a mala, nem guardar as roupas como de costume. A cama vai ser usada só uma vez, por mim, outros virão amanhã mesmo. Um único banho quente. Os canais da TV por uma noite. É o lugar de sempre, onde já estou acostumado a chegar, a falar com com as pessoas, a ser tratado pelo primeiro nome. Já faz uns bons anos que é assim. Estranha sensação, não vai dar tempo de enjoar, nem de reclamar da saudade de casa, mas também não haverá conversas antes de subir pro quarto... nada, só chegada e despedida.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Sobre família
Não lembro de todos os detalhes da minha infância, mas descobri que ainda tenho muitos na cachola. Constatei isso devido a um livro que meu tio Zé escreveu, A serra e o rio. Acho que sou muito sortudo de ter um tio que registrou várias histórias dele e da minha família. É um prazer enorme ler boas histórias e conhecer, pessoalmente, muitos dos personagens. Tenho uma família grande e por muitos anos nos encontrávamos (e ainda continuamos) na casa dos meus avós. São eles, avô e avó, 90 e 89 anos respectivamente, que fazem com que laços familiares se mantenham fortes. O que me deixa preocupado pois não sei como será depois deles. Onde serão reforçados esses laços? Eu por muito tempo dizia que família era pai, mãe e irmãos, somente. Eu estava errado, existem mais que isso. Hoje me considero com sorte de também ter minhas histórias de família, avó, avô, tios, tias, primos, primas de vários graus, irmã, pai e mãe, que com seus defeitos e virtudes me enchem de orgulho e saudade.
Vó, Vô e irmã (num desses anos atrás)
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
A maldição de Karán
Pérolas do Fred.
Fred estava me explicando hoje porque a mais de vinte anos não olhava pra nenhuma mulher que não fosse sua esposa. O problema, segundo ele, era a maldição de Karán (algo meio árabe, pra dar um floreado, também segundo ele). Uma vez ele tentou "pular a cerca" e antes que ele fizesse qualquer coisa sua mulher já sabia das suas intenções e quebrou o pau nele. Passados todos esses anos sua esposa lembra de seu deslize como se fosse hoje.... Segue a maldição.
Um boi e um vaca apaixonados passaram anos se olhando tendo um cerca de arame farpado entre eles. Não aguentando mais aqueles anos de sofrimento o boi resolve saltar a cerca. Feito isso ele se aproxima de vaca e diz:
- Olá, como é seu nome?
- Oi, eu sou Florisbela, mas pode me chamar de Flor pois o bela já foi-se com os anos. E você, como se chama?
- Karambola, mas pode de chamar de Karán, pois as bolas ficaram na cerca.
Ah, não acho graça, né? Se você conhecesse o Fred estaria morrendo de rir.
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