Semana passada tivemos no nosso dojo da ASAIK, a visíta do Sensei Sandes 7º Dan de Karate Shorin-Ryu e também praticante de Judo (Não sei sua graduação nesse). A convite de sensei Valdenberg ele nos deu uma aula de defesa pessoal baseado no Goshin-Jutsu, uma espécie de combate sem armas derivado do Ju-Jutsu. Inclusive existe um Kata no Judo chamado Kodokan Goshin Jutsu criado em 1956, que incopora várias técnicas de Aikido devido a influência do Mestre Kenji Tomiki - 8º Dan de Aikido Aikikai, aluno do fundador que posteriormente saiu da Aikikai e fundou seu próprio estilo, o Shodokan Aikido (Tomiki Aikido). Voltando a aula, vimos chaves de braço e cotovelos (katame waza), quedas típicas do judo (nage waza), além de várias saídas para esses mesmas chaves. O que eu achei mais interessante é que o que foi mostrado não é muito diferente do Judo que treino, porém sempre tinha um algo a mais que certamente seria proibido em competições. Por exemplo, ele nos mostrou uma saída fácil caso houvesse um boqueio a aplicação de um seoi nage e você ficasse de costas para o uke. Vimos algumas defesas de facas parecidas com a que vemos no Aikido, bastante fortes, mas confesso que ficam parecendo grosseiras quando comparadas com as de Aikido. Eu gostei bastante da aula, no final ficou claro que o Goshin-Jutsu tem sim eficácia para a defesa pessoal, podendo até ser bastante traumático. Mas não é algo que se treina por aqui em Aracaju, ficando restrito a alguns poucos professores de Judo da velha guarda, não preocupados com resultados em competições, mas sim com a preservação da arte no seu estado original.
segunda-feira, 15 de março de 2010
quinta-feira, 11 de março de 2010
As graduações no Aikido e Judo
No japão, país da paciência, um aluno não precisa tortura-se na conquista dos graus. Não existe valor "parcial" a não ser após a faixa preta. Na França, país da corrida contra o relógio, revelou-se importante dividir o período que precede a conquista da faixa preta, para muitos o equivalente a uma grande vitória. Quando, na prática, é a partir do primeiro grau da faixa preta que começa realmente o verdadeiro aprendizado, o início da compreenção das reais bases do Aikido e do Judo. Na França, a forma de divisão (nos graus preliminares) que deu bons resultados no Judo, foi escolhida para o Aikido. Chamamos esses graus preliminares de "pequenos sucessos" de encorajamento indispensáveis ao temperamento ocidental. A partir da faixa preta, chamamos de Dan no Japão, há valores que recebem denominações indicativas do nível conquistado pelo discípulo.
Há cinco estágios de faixa preta.
1º Estágio - 1º Dan - Shodan (quer dizer "primeiro grau") é conhecido por SHO-MOKUROKU que significa "Aquele que conhece a técnica (reconhecido como tal)" e é concedido pelo Mestre quando julga o discípulo competente tecnicamente;
2º Estágio - 2º Dan - Nidan e 3º Dan - Sandan, são conhecidos por JO-MOKUROKU significando "(assistente) estudo sério superior" e é concedido pelo Mestre quando julga o discípulo capaz de obter este nível (No Aikido o 2º e 3º Dan podem receber do Mestre o título de Fukushidoin (Assistente do professor/Instrutor) de uma escola);
3º Estágio - 4º Dan - Yodan e 5º Dan - Godan, recebem a denominação de HON-MOKUROKU ou seja "aquele que está segurando o verdadeiro conhecimento (principal/cabeça). (No Aikido, a partir desse estágio pode-se concorrer ao título de Shidoin (professor) de uma escola) A partir desse momento o discípulo solicita a graduação ao Mestre, quando este julga o trabalho mental do discípulo face ao seu orgulho (ego) e capacidade de auto-jugamento. O Mestre jamais oferece qualquer explicação ao discípulo que aguardará com paciência (às vezes por um longo tempo) a investidura do
4º Estágio - 6º Dan - Rokudan e 7º Dan - Nanadan, significa MEKYO (utilizado nas antigas artes do Jujutsu e Aikijutsu), que quer dizer "que obteve a maestria" (No Aikido concorre ao título de SHIHAN (Mestre modelo) outorgado para uma escola pelo HOMBU DOJO);
a partir desta graduação,
5º Estágio - o discípulo pode conceder graus no lugar do seu Mestre; torna-se KAIDEN (iniciador), ou seja, quando mestre já lhe "concedeu tudo" e quando ele e o discípulo formam um.
O importante não é obter graus ou vitórias, mas sim continuar a trabalhar e a atingir os níveis de maneira a abrir novas portas, cada vez mais numerosas, de técnica pura até que surja a "própria trilha" ou "seu caminho" levando para além da conquista material. com o trabalho contínuo surge o dia em que atrevessamos o limite sem nos percebermos.
Contudo, é necessário esquecer o tempo e os graus. Sobretudo "amansar" o ego, geralmente inflado entre boa parte dos faixa preta.
(Traduzido e adaptado por Leo Reisler Sensei de um texto de Tadashi Abe Sensei. Alguns comentários em parênteses foram acrescentados por mim)
terça-feira, 9 de março de 2010
Preciosa
Fui assistir o filme "Preciosa" a duas semanas atrás. O filme é bem feito, não foi atoa que a atriz Mo´Nique, que faz o papel da mãe da protagonista, tenha ganho o oscar de melhor atriz coadjuvante. Agora, concorrer a melhor filme foi meio forçado. Assistir Preciosa é uma garantia de que você sairá muito pior do que estava quando entrou no cimena. Tudo bem que nem todo filme precisa ser divertido, mas a história desse não é muito diferente do que nos vemos nos jornais diários daqui. E isso mesmo, pegue qualquer tragédia social local (pode ser do CINFORM mesmo), coloque 10 milhões (valor considerado muito baixo na industria do cinema) e "voilá"!! Temos Preciosa!! Os cinéfilos de plantão que adoraram que me perdoem, mas não gostei do filme. Não estou desmerecendo a tristeza alheia, ou mesmo sendo insensível ao tipo de problema que a película mostra. Infelizmente tragédias do género são tão corriqueiras nos nossos jornais que não me parece legal ir para o cimena ver essas mesmas coisas.
quinta-feira, 4 de março de 2010
Poema a bunda

Uma bunda é uma bunda, é uma bunda.
Quem nela seu olhar não fixa,
Sua alma entristecida de rancor
Tristeza e melancolia abunda.
A bunda
Quando ela passa todo mundo espia
Não para cara embora ideal e formosa
Mas para a bunda, que bunda maravilhosa
Que bunda, nunca vi tanta magia
Requebra, rebola, rodopia
Numa expressão maravilhosa,
Deve ser uma bunda cor de rosa
Da cor do sol quando desponta o dia.
E ela que sabe que essa bunda é boa
Vai pela rua rebolando à toa
Deixando a multidão maravilhoda
E eu, que a contemplo nesse silêncio mudo
Vou vendo aquilo que não vale nada
E ela com a arte fazendo valer tudo.
Retirado do Blog do Macário
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Um breve histórico do Aikido em Aracaju
O Aikido apareceu no início da década de 90 em Aracaju, com o professor Valdenberg Araújo. Já tinha praticado Karatê e quando foi fazer um mestrado em matemática em São Paulo, resolveu voltar a treinar. Procurou uma academia que também tinha aulas de Aikido, ele viu uma aula e resolveu praticar. Durante os anos que morou lá, revesava as aulas na universidade com os treinos no dojo supervisionado pelo sensei Severino Sales (presidente da FEBRAI).
Quando retornou à Aracaju, ainda faixa azul, resolveu montar um grupo, ligado a FEBRAI e com a orientação do Sensei Severino Sales. No começo dos anos 2000 o professor Valdenberg resolveu desfiliar-se da FEBRAI, já existiam vários graduados, e a alguns deles resolveram ficar, seguindo o sensei Valdenberg foi também seu mais fiel aluno, prof. Antonio Mendonça, que juntos solicitaram a orientação do Shihan Wagner Bull e filiaram-se a Confederação Brasileira de Aikido - Brazil Aikikai, criando a Associação Sergipana de Aikido.
Paralelamente, chegava a cidade em 2000, vindo de Recife, o instrutor Luciano Larré, na época "cinto verde", filiado a Tenchi Internacional do Hanshi Georges Stobbaerts - Hachidan BNK em Aikido, grupo não filiado a Fundação Aikikai - Hombu Dojo do Japão. Ele funda a Tenchi Internacional Sergipe.
Em 2006 o grupo da FEBRAI é novamente dividido. Recem desfiliados da Federação, o instrutor Josemar Dias junto com Tiago Santana (na época faixa marron) e mais outro aluno, foram à São Paulo solicitar a filiação ao Instituto Maruyama de Aikido, do sensei Roberto Maruyama (atual presidente da Confederação Brasileira da Aikido). A partir daí mais um grupo se forma, o Instituto Makoto de Aikido. No ano seguinte é a vez do Tiago Santana sair do Instituto Makoto e fundar a Escola de Aikido de Sergipe, existindo atualmente duas escolas supervisionadas pelo sensei Maruyama em Aracaju.
Em 2008, um aluno 2º Kyu, Felipe, do professor Paulus Tertius de Maceió, ligado ao Sensei Larry Reynosa dos Estados Unidos (antigo aluno de Steven Seagal) começa a dar aulas na cidade.
No final 2009 é a vez do aluno do professor Coutinho de Maceió, ligado ao Sensei Wagner Bull, Manoel Bisneto (1º Kyu) montar seu grupo.
Para uma cidade de 570.000 habitantes (segundo o Wikipédia), a quantidade de grupos de aikido é bem grande. Alguns são mais isolados e "não se misturam", outros são mais abertos. Finalmente temos representante de várias instituições aqui, cada uma com seus mestres e suas regras é só escolher e treinar.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
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